quinta-feira, 9 de outubro de 2014

O Feng Shui numa Abordagem Transpessoal



Segundo a física quântica tudo o que existe está interligado energeticamente e esta conexão é auto influenciada pelo posicionamento frente à percepção pessoal. O paradigma quântico nos permite ir além da realidade de nossos cinco sentidos, cientificamente somos então autorizados a ampliar a abordagem do universo que nos circunda.

Baseados nesses conceitos, podemos intuir que existe uma prévia disposição energética, antes da manifestação da forma, configurando a orientação e o movimento dos átomos e moléculas, vibrando num campo eletromagnético e possibilitando assim a materialização da realidade de acordo com a consciência da percepção pessoal.

Proponho a interpretação de uma construção como um espaço dinâmico e energético, em interação direta com seu morador e compreender assim o Feng Shui numa abordagem transpessoal, que expande sua proposta ao maximizar o autoconhecimento através de uma conexão do seu residente com a alma da casa. 

Alma visto aqui como a energia que se manifesta através dos sons e aromas especiais, texturas e sabores familiares, através da plenitude dos nossos sentidos neste local único que concretiza nossas escolhas e carimba nossos gostos e estética pessoal.

Nessa vinculação com o local de moradia podemos encontrar o próprio eu. Descobrindo quem eu sou e quem eu gostaria de ser, onde gostaria de evoluir na vida, é possível implementar as mudanças necessárias via comprometimento emocional com minha casa!


A partir de uma ressignificação da casa como um ‘útero’, que pode além de cumprir com as necessidades básicas existenciais de refúgio e amparo, também gerar oportunidades que me permitam desenvolver a plenitude do meu potencial de individualidade. Posso registrar meu próprio modo de ser, minha história autobiográfica, e, consequentemente, me reconhecer neste útero/lar que me acolhe neste espaço de tempo.

Percebemos de forma diferenciada, agimos, reagimos e nos relacionamos de forma mais completa quando nos comprometemos com o processo de transformação interior, quando aceitamos novas dimensões da realidade e ampliamos, desta forma, a consciência sobre tudo o que existe.
Lucimara Stráda - www.harmonizare.com.br

Dos 37 A 43 ANOS – um período de renascimento



SERÁ A CRISE DA MEIA IDADE?

Analisando os aspectos tensionantes de Júpiter, Saturno, Urano, Netuno e Plutão neste período de tempo de nossa vida.

Este é provavelmente o período mais estressante que possamos experimentar em termos de ciclo de vida. As pessoas tendem a brincar com a crise da meia-idade, mas realmente não é uma brincadeira.


Na crise de meia-idade sentimos atingir o ápice da vida. Precisamos reavaliar nosso estilo de vida para ver onde temos estado e para onde estamos indo. Precisamos reexaminar os objetivos que estabelecemos para nós mesmos, talvez pela primeira vez desde que os estabelecemos há muitos anos.

Nesse período o que se mostra como uma pequena mudança de percepção pode se converter em crise de grandes proporções, caso não demos atenção suficiente àquilo que a psique está insistentemente tentando transmitir.

O ciclo de Júpiter indica que se não estivermos acrescentando alguém a nossa vida, se não estivermos compartilhando, ficaremos inquietos porque alguma coisa não está no seu normal. De alguma forma você deveremos nos tornar mais abertos, sendo importante permitir que os outros participem da nossa vida. Quanto mais lutarmos contra se abrir, mais seremos forçados a lidar com energias externas. Se alguma coisa não quer mudar ficaremos muito mal-humorados e insociáveis, porque para começar essa nova fase de vida, devemos nos abrir de alguma maneira.

Saturno nos orienta para uma época de autoanálise, marcada por frequentes ataques de inquietude e desejos de mudanças e pode desagregar até a mais satisfeita ou controlada das pessoas.

O ciclo de Urano diz que devemos fazer alguma coisa diferente da nossa vida, que esse é o momento de mudar. Traz o impulso para uma nova fase de desenvolvimento, indicando que precisamos ‘ver’ nossa vida de uma maneira diferente.

Netuno sinaliza que muitas esperanças são desfeitas durante este período. Independente do nosso sonho ou objetivo, independente da nossa fonte de inspiração, algo se dissolverá agora e alguma fase da vida deverá ser colocada em ordem, para ficarmos ainda mais conectados com nossa essência divina.

Plutão causa sentimentos de ‘perda de controle’ e podemos nos sentir realmente sozinhos nesse período. A motivação para mudança agora é pessoal e deriva das profundezas do inconsciente da personalidade. Plutão traz o medo da perda e de perder o controle. Esta perda de controle pode realmente estar acontecendo em alguma área de nossa vida. Todos nossos sentimentos de autovalorização ou de méritos pessoais estão sendo testados.


Nesse Ciclo uma busca por sentido é iniciada com sinceridade, e precisamos atender a demanda interior de examinar os recônditos mais profundos e remotos da alma. Parte do tempo vamos lamentar e recordar oportunidades anteriores que se foram para sempre. Até certo ponto, essa lamentação é necessária e saudável, porque alguma coisa realmente morreu e então precisa ser abandonada – uma boa ideia é ritualizar o que identificamos que não tem jeito de resgatar!

Mudanças de carreira, estilo de vida, país ou relacionamento, são marcos dessa época. O aprofundamento dos compromissos pessoais também faz parte dessa mudança, mas somente se as coisas às quais estivemos ligados forem adequadas à consecução do nosso objetivo de vida.

Se aconteceu de negarmos constantemente alguns aspectos de nossa natureza, eles se vingarão durante esta fase. Quando as características socialmente menos aceitáveis da personalidade são reprimidas, elas podem emergir e criar o caos numa vida até então bem ordenada. É muito importante rever a vida e examinar quais aspectos da natureza pessoal ficaram subdesenvolvidos.

Pode ser um período muito enriquecedor, compensador e gratificante, caso reconheçamos que, ao seguir um caminho de honestidade e integridade, estaremos sendo responsáveis e apropriados à nossa própria integridade pessoal. Se desafiamos a nós mesmos nessa época e descobrimos que realmente temos algo novo a oferecer, a oportunidade de expressar o ‘novo Self’ começará a emergir.

Essa segunda metade da vida deve ser vivida ao máximo e devemos saber lidar com as mudanças inevitáveis para um sadio processo de maturação. A crise da meia-idade é essencialmente um renascimento.


Lucimara Stráda



quinta-feira, 18 de setembro de 2014

Influência da Arquitetura sobre as Emoções




No final do século XIX o entendimento filosófico trouxe o conceito de intuição para a percepção dos projetos arquitetônicos através de uma perspectiva de idealização artística. Contudo, somente a partir do pós guerra, a arquitetura começou a significar a relação do homem com seu espaço de ocupação, na metade dos anos 50, com vários teóricos trazendo uma abordagem psicológica da construção em interação com o ambiente.



Conceitos de espaço e lugar, construção e comportamento humano pautaram discussões teóricas. Christian Norberg-Schulz (1964) afirmava que o lugar é mais do um simples espaço de ocupação, é uma manifestação do habitar, ou seja, constituído por elementos incorporados de significados. Identificação, portanto, passa a ser o definidor, o que dá sentido ao espaço habitado.

O crítico de arte inglês John Ruskin (1819 - 1900) associava a arquitetura com a plena expressão de arte que poderia contribuir para a saúde mental, para o poder e para o prazer de quem a observava.

Torna-se oportuno resgatar nesta abordagem os conceitos de Topofilia para elucidar ainda mais a vinculação da pessoa com seu ambiente e o valor que cada um coloca no seu espaço de posse. Segundo Yi-Fu Tuan, a topofilia estuda a relação afetiva do ser humano com seu ambiente de entorno. Considera a percepção, as atitudes e os sentimentos de apego das pessoas às construções ou ao ambiente natural.[1]

É a resposta da pessoa e sua história pessoal que conferem identidade e significado de lugar a um espaço. Suas percepções sensoriais, seus sentimentos, o valor que confere a esse espaço fazem essa transformação.



A forma arquitetônica pode influenciar o sentimento humano, ampliar a consciência, definir e aperfeiçoar a sensibilidade, graduar a temperatura emocional entre “interior e exterior”, com o ‘dentro e fora’ claramente definidos as pessoas podem ter certeza de onde estão e as relações e os sentimentos humanos tendem a se intensificar.

No desenvolvimento arquitetônico é possível perceber o crescimento da capacidade humana de sentir, ver e pensar. “Os sentimentos e as ideias confusas são esclarecidas na presença de imagens objetivas” [2] nas palavras de Yi-Fu Tuan. 

Segundo John Hagelin, doutor em Física Quântica, é a partir de um profundo nível da realidade que a consciência cria a criação, unificando observado e observador como elementos num todo inseparável.[3]

Se a interação ambiente-pessoa modifica ambos, numa interligação dinâmica, podemos afirmar que certos conteúdos da própria experiência podem estar vinculados à reverberação de ondas de energia de uma arquitetura geométrica, mediante formas e alinhamentos harmônicos ou conturbados.

Para Allan de Botton a arquitetura pode nos lembrar quem idealmente podemos ser quando acessamos sua perfeição, beleza e harmonia. As construções se expressam além do desempenho de suas funções materiais, também pelas emoções que suscitam aos nossos sentidos. Mesmo usualmente tendo automatizada a função de cada espaço, podemos encontrar na emoção gerada uma vinculação com nossos anseios. [4]

Edouard Le Corbusier, grande arquiteto da atualidade, demonstra sua crença quanto à influência energética da construção, esta como algo mais além de uma reunião de tijolos, cimento e demais materiais, ao afirmar:

“Quando uma obra está no ápice da intensidade, de proporções, de qualidade de execução, produz-se um fenômeno espacial indizível: o conjunto começa a irradiar fisicamente. É algo que pertence ao domínio do inefável.”[5]


A pessoa, em conexão com seu ambiente, age e reage às influências do entorno, e pode, mediante consciência e própria decisão, alterar circunstâncias, determinar resultados, ser um agente de transformação interna mediante a ação externa do cenário de sua vida.

Além dos 5 sentidos usados para perceber um ambiente existe um contexto fenomênico de relações e proporções, sentimentos, emoções, intuição, magnetismo e conexões energéticas. Além de ser apenas uma estrutura de ferro, cimento e tijolos a casa pode ser vista como uma entidade viva que possui alma própria.

Através da estética e da beleza é possível retomar o contato com um eu mais harmônico. Ao nos vincularmos ao local de moradia nossa identidade se revela, e podemos então estabelecer com o ambiente uma relação de verdade e conexão existencial. Ao acessarmos aspectos de nosso eu no seu estado mais autêntico, mais espontâneo, entramos naturalmente em relaxamento e entrega emocional que há tempos ansiávamos encontrar.

Nossa residência é sempre um local capaz de nos nutrir em todos os sentidos, acima de tudo fornecendo refúgio, abrigo, segurança necessários para que nosso corpo se sinta relaxado e amparado depois de um dia conturbado.

No instante em que cruzamos a porta de entrada a sensação imediata pode ser de abraço e acolhimento. Neste espaço sagrado, em conexão com o que é essencial, podemos nos sentir pertencendo a um local unicamente nosso.

Lucimara Stráda - www.harmonizare.com.br


[1] TUAN, Yi-Fu. Topofilia: um estudo da percepção, atitudes e valores do meio ambiente. São Paulo: Difel, 1980.
[2]TUAN, Yi-Fu. Espaço e lugar: a perspectiva da experiência. São Paulo: DIPEL, 1983.
[3] BYRNE, Rhonda. O Segredo. Rio de Janeiro: Ediouro, 2007
[4] DE BOTTON, Alain. A Arquitetura da Felicidade. Rio de Janeiro: Rocco, 2007
[5]DE LAFFOREST, Roger. Casas que Matam. São Paulo: Ground. 2ª Edição:1991

Previsões Astrológicas para 2020

Em 2020 todas as estruturas serão testadas a exercitar  o Poder! - poder Escolher uma vida mais Plena - poder decidir com mais Lucid...